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domingo, 24 de julho de 2011

Grupo pratica paramotor e sente o prazer de voar

MATÉRIA DO JORNAL FOLHA DA REGIÃO - ARAÇATUBA - 03/08/2008 DOMINGO)


Há mais de dois anos, um grupo de amigos de Araçatuba tem passado bons momentos no ar. A busca por aventura e o contato íntimo com a natureza fez com que cinco pessoas, amantes de esportes radicais, iniciassem a prática do paramotor (parapente acoplado a um motor), em um pasto localizado na Via José Ferreira Baptista, no bairro Ipanema.

Praticamente todos os finais de semana, os amigos Claudemir Antônio Carlos, 45, Valdemar Ferreira Rodrigues Júnior, 28, Emerson Esteves da Silva, 29, Nilzo Savian, 53, e Marcelo de Oliveira, 34 anos, se reúnem no local para desfrutarem dos vôos contínuos, que chegam a durar cerca de três horas. Cada um possui um paramotor e, juntos, percorrem distâncias de até 100 quilômetros.

O empresário Carlos não tem como explicar a agradável sensação de poder controlar os movimentos e chegar aonde quiser. "Não há momento melhor, você sente a natureza por perto. É uma experiência ímpar", conta.

Segundo Carlos, os amigos prezam pela segurança, por isso, conferem a velocidade do vento e a manutenção dos equipamentos antes de alçar vôo. "Estamos sempre nos falando via rádio, para que, caso dê algum problema, todos fiquem atentos", completa.

É imprescindível que o piloto tenha um bom controle do equipamento, caso tenha de enfrentar condições climáticas mais complexas e que exigem habilidade extra.

O empresário conta que iniciou a prática com o apoio de Nilzo, o pioneiro do paramotor em Araçatuba. "Ele fez parte do pára-quedismo do Exército e nos ensinou a controlar e a amar o esporte".

MANUTENÇÃO - Mas, para ser um praticante de paramotor, além de dispor de horas de aulas, a pessoa tem que desembolsar uma quantia considerada. O equipamento gira em torno de R$ 20 mil, e a manutenção do paramotor chega a R$ 300,00 mensais. Tem também o combustível. O grupo gasta dez litros para voar durante duas horas, o que equivale a aproximadamente R$ 25,00.

O comerciante Júnior faz parte do grupo e tentou economizar na aquisição do motor para ser acoplado ao parapente. "Fiz meu próprio motor. Como tenho experiência em tornearia mecânica, peguei um motor de aeromodelo que eu já tinha e uni ao parapente. Não me arrependo, pois voar é gostoso demais", ressalta.

DICAS - O paramotor requer uma especial combinação de movimentos na decolagem, controle de acelerador, jogo de corpo, movimentos de pernas e controle perfeito do parapente inflado em solo. É possível também voar duplo, mas o piloto deverá ter bastante experiência de vôo. Contudo, antes de adquirir o paramotor deverá questionar se o mesmo tem a potência necessária para decolar duas pessoas, pois nem todos os paramotores voam duplo, e também deverá saber se está usando o parapente adequado.

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